A quem interessa impedir o lazer de 600 famílias? O Acre Clube foi fundado em 1950, com objetivos sociais e esportivos, é uma das primeiras construções do Jardim França juntamente com a Igreja. Em torno do Clube o bairro cresceu e se valorizou. O Acre é um reduto familiar na zona norte de São Paulo, está na 3ª geração de sócios - são avós, seus filhos e agora seus netos, freqüentando e usufruindo da vida social e esportiva. O Clube é a continuação da casa do associado, um lugar tranqüilo e seguro, onde todos se conhecem, representando um espaço privilegiado para a qualidade de vida da região norte. O Acre é um dos poucos clubes da cidade de São Paulo que não é comodato, tem escritura definitiva, perfeitamente quitada e registrada. Também é um clube sem dividas, seja para a prefeitura, fornecedores ou bancos, a folha de pagamento não atrasa um dia sequer. O Acre é um clube extremamente sólido. O Clube também desenvolve várias ações sociais. Ajuda entidades religiosas e casas de caridade em seus eventos, traz crianças carentes para a prática de esportes no clube, emprestando uniformes e servindo lanche no final das atividades e cede suas dependências para os Bombeiros da 2a cia. fazerem seus treinamentos e para a cúpula da Polícia Militar da (Zona Norte) fazer suas reuniões, além de outras ações. O clube hoje se movimenta muito nessa direção, porque os sócios apóiam qualquer idéia de ação social. Alegando excesso de barulho um vizinho e ex-sócio, através de uma ação junto à Justiça impede diversas atividades esportivas e sociais após as 19h no clube. Após cumprir uma relação de diversos itens exigidos pela Prefeitura a fim de receber o alvará de funcionamento, o Clube recebeu outra relação que também cumpriu prontamente; hoje se esforça para cumprir a terceira relação de exigências na qual consta até estudo do impacto no trânsito da região em que está situado há 50 anos. A cada item exigido pela Prefeitura e cumprido por nós, aparecem outros, parece que não vai ter fim esse sufoco a que está submetido o clube. Em termos de convivência com os nossos vizinhos, temos um abaixo assinado de 140 famílias que residem ao redor, dizendo que convivem perfeitamente com o Acre. Isso quer dizer que os vizinhos não vêem problemas com o clube. A Sociedade de Moradores e Amigos do Jardim França também se solidarizou contra o absurdo da situação e, publicou em seu informativo uma carta aberta, na qual declara conviverem perfeita harmonia com o Clube. Ficam algumas perguntas no ar: por que 95% dos estabelecimentos de São Paulo não têm licença, clube nenhum tem, e funcionam? Entre os mais de dois mil associados, cogita-se que, por estar em área nobre, um forte grupo imobiliário tem interesse em liquidar com o Clube, comprá-lo a baixo custo e fazer dinheiro com a transação. Não sabemos exatamente que interesses e forças ocultas conspiram contra o Clube, mas fica a indignação do quadro de associados que não entende as exigências seguidas da Prefeitura e a sensação de que o coronelismo do passado anda rondando o presente. Para desespero do grupo oculto, estamos em pé, fortes e vibrantes, e o clube está voltando a respirar e recebendo novos sócios, famílias inteiras estão se filiando todos os dias. Por isso mesmo estamos lutando e nos documentado para legalizar tudo que nos foi pedido em termos de leis municipais e estaduais e conseguir um efeito suspensivo dessa sentença judicial. Só não temos certeza que, depois de todo o nosso esforço, conseguiremos. O que querem do Acre Clube? Nicolau Lagonegro Presidente da Diretoria Executiva do Acre Clube Matéria divulgada no Jornal 'A TRIBUNA' - Informativo Semanal da Zona Norte |